Alerta Vermelho
Assim, foram formados os líderes que hoje encabeçam os governos socialistas na América Latina, o mais recente é o recém eleito em El Salvador, Mauricio Funes. E o que querem esses socialistas? Aplicar a cartilha do velho judeu Marx? Nada, isso é bobagem e anacronismo. O mandatário brasileiro, por exemplo, recusou essa doutrina desde quando Luiz Carlos Prestes ainda era vivo e vigoroso. E Chávez prefere Bolívar. O que querem então? A doutrina que rege estes senhores e senhoras nada mais é do que o humanismo. Porque na verdade o ser humano foi posto de lado há muitos anos.
E chamaram isso de socialismo do século XXI. O que há de mais interessante no socialismo do século XXI é que cada líder o adequa à sua realidade social, cultural e política. Mas já há dois modelos bem definidos. De um lado as políticas um pouco similares de Evo Morales e Hugo Chávez. De outro, as diretrizes nada ortodoxas de Alan Garcia e Lula da Silva. Os primeiros preferiram a solução revolucionária e, numa espécie de ludismo, vão destruindo a máquina capitalista. Mas deixam como legado a construção de uma sociedade bipolarizada.
Os outros adotaram a tática evolucionária. Garcia fez o partido aprista, veladamente, se aliar ao fujimorismo. Da Silva está com todos os matizes colloridos a seu lado. Os quatro resolveram distribuir a riqueza de seus países entre os povos mais pobres. Os primeiros preferiram fazer isso expropriando os ricos. Os segundos adotaram a tática de ir aparando as migalhas dos poderosos e distribuindo-as entre os seus. Os primeiros promoveram um choque entre o capitalismo e o socialismo. Os segundos preferiram dar um choque de socialismo no sistema vigente. Ambas as formas estão corretas e cada uma está de acordo com a sua realidade. São duas escolas que se disseminarão na América Latina, inelutavelmente.
Alan Garcia, no Peru, e Lula da Silva, no Brasil, fizeram as economias de seus países bombar com a distribuição das migalhas do capitalismo. E com isso vão gerando empregos ao mesmo tempo em que vão construindo pontes, colocando energia elétrica na casa dos pobres, água encanada e comida e vão fazendo todo o sistema ficar dependente dessa injeção de capital, obrigando os capitalistas a diversificar os seus produtos e a sua forma de vendê-los frente a uma nova massa consumidora. Já tem, inclusive, agência de publicidade se especializando em se comunicar com esses novos consumidores. Inexoravelmente é uma nova realidade, e é irrefreável!
Mas há também uma corrente nova. Que, oriunda dos Esteites, se pretende megalomaníacamente, uma Nova Ordem Mundial. Trata-se também de um certo humanismo. A fórmula estadunidense para o socialismo do século XXI consiste em tratar todos como seres humanos, mas, claro, uns mais humanos do que os outros. Na verdade, na América Latina há o contraponto entre os seres humanos, os pobres; e os desumanos, os selvagens capitalistas. Nos esteites são tratados como seres humanos os selvagens capitalistas e, quase-humanos, a massa pobre e colorida. E lá funciona assim, primeiro injeta-se bilhões de dólares nas mãos de bancos e capitalistas afins de Wall Street e socializa-se o dinheiro do contribuinte com uns poucos maganos. Umas migalhas são jogadas no sistema público de saúde e educação. No entanto, lá como cá, essas migalhas são suficientes para criar uma nova realidade. E aproximar o capital dos homens de carne e osso. Em pouco tempo todo um sistema está dependente dessa distribuição de migalhas e ela se torna irrefreável e cada vez demandará uma parte maior do bolo, até que as migalhas começarão a se converter em fatias.
Lula da Silva falou à Obama, o homem-imagem, sobre o foco no ser humano, Obama gostou e disse que é sobre isso que vai falar no próximo encontro com os que desmandam no mundo. O problema é que entre o Ser Humano há os desumanos e os quase-humanos. O socialismo do século XXI está aí para (re)defini-los.
Hai Kai bolivariano:
Evoé, Evo
Evo é
Lelê Teles.




