BICICLETADA
A Bicicletada é um movimento inspirado na Massa Crítica (ou Critical Mass), que ocorre desde o inicio dos anos 90 tradicionalmente na última sexta-feira do mês em muitas cidades pelo mundo, onde ciclistas, skatistas, patinadores e outras pessoas com veículos movidos à propulsão humana, ocupam seu espaço nas ruas. Os principais objetivos da Bicicletada, assim como a Massa Crítica são de divulgar a bicicleta como um meio de transporte alternativo, ecologicamente correto, autonomo, de poucos gastos, criar condições favoráveis para o uso da bicicleta no meio urbano e tornar mais sustentáveis os sistemas de transporte de pessoas.
A Bicicletada, não tem líderes ou estatutos, o que leva a variações de postura e comportamento de acordo com os participantes de cada localidade ou evento. O propósito da Bicicletada difere de muitos movimentos sociais por sua estrutura horizontal e pela ausência de hierarquia, os trajetos geralmente são decididos minutos antes do pedal por aqueles que estiverem presentes, por meio da conscenção e
evitando o voto.
Muitas vezes o movimento não é bem compreendido por seus críticos, isso principalmente por sua origem e estrutura anarquista. A idéia é que o evento ocorra de acordo com os princípios da ação direta, criando um espaço público onde os automóveis são substituídos por meios de transporte movidos à propulsão humana. Um dos slogans define bem a intenção do movimento: “Nós somos o trânsito”. O maior mote da Bicicletada é “um carro a menos”, usado principalmente para tentar obter um maior respeito dos veículos motorizados que trafegam nas ruas saturadas das grandes cidades.
Algumas Bicicletadas apresentam uma forte postura anti-carros, com faixas, cartazes e comportamento que criticam fortemente não só o uso de veículos motorizados como os próprios motoristas. Esse comportamento tende a ser recebido com ressalvas pelos motoristas, que por vezes se sentem agredidos pelos pontos de vista e atitudes dos manifestantes. Apesar disso, não há relatos de confrontos entre ciclistas e motoristas nas manifestações, que são sempre pacíficas.
BICICLETADA-DF
No DF a Bicicletada está a todo vapor! Nesse mês terá a inauguração da Praça das Bicicletas no dia 29/05 (ultima sexta-feira de maio), no concreto do Museu Nacional (ao lado da Catedral), as espectativas para esse dia não poderiam ser melhores, a proposta é fazer uma grande festa na rua. A inauguração da Praça das Bicicletas representa não só para o pessoal da Bicicletada, mas também para todos os ciclistas do DF, a ocupação de um espaço que nos é negado pelo GDF, é um símbolo de nossa luta diária no trânsito e uma forma de homenagear os ciclistas que sofrem acidentes, se ferindo e morrendo por não terem lugares adequados e seguros para circular com as magrelas. É a propulssão humana contra o caos motorizado! Então comparessa leve seus amigos, umas latas pra fazer barulho, apitos e oque tiver em mãos, iremos revindicar por um espaço que já é nosso!
Além das pedaladas na última sexta-feira dos meses, o movimento vem tomado novos rumos, as pessoas que fazem parte da Bicicletada-DF resolveram criar mais um espaço de encontros em meio a Sociedade do Automóvel. Conversas, sorrisos e pausas em plena cidade de aço e concreto, articulações e confabulações contra o apocalipse motorizado: o Cine-Pedal. Sempre na segunda semana do mês. Oque seria o CINE PEDAL? Bem, sem mais delongas o Cine-Pedal é uma exibição itinerante de filmes sobre bicicleta, questões ambientais, nossas cidades e qualquer outra coisa que a gente achar relevante. Cada mês em um cine-clube da cidade. Nesse mês, dia 14 de maio, às 22h no Balaio Café (201 Norte):
O Escocês Voador (2006)
“sinopse interneteira” – O Escocês Voador é um lançamento britânico baseado na história real e memorável do ciclista escocês Graeme Obree. Um atleta de destaque no seu país, que em 1993 sobrevivia a entregar encomendas. Sofrendo de uma depressão, com os seus fantasmas de infância, Obree encontra por acaso com ciclista Malky. Sabendo que seu maior adversário está a planear alcançar o recorde mundial, com uma bicicleta que custou 500 mil libras, Obree, ajudado pela esposa e seus novos amigos, decide voltar às pistas e bater ele próprio este recorde. Com uma bicicleta construída por ele mesmo, usando outros materiais, desenvolve uma nova técnica e consegue o apoio financeiro para este verdadeiro feito. Mas seus fantasmas e suas constantes crises depressivas, juntando-se à perseguição que sofre da Federação Internacional, tornam as coisas muito mais difíceis e sofridas.
Vão de ônibus, bike, a pé, de skate, patins… Nos vemos lá ok?!
Materia por: Valeria Chendes
VISITE: www.bicicletada.org.br www.bicicletadadf.blogspot.com





