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	<title>OsubversivO Zine &#187; Artigos</title>
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	<description>Se você morresse hoje, o mundo sentiria sua falta? SUBVERTA-SE</description>
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		<title>Um coração que &#8220;Doy&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 13:14:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarildo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um coração que &#8220;Doy&#8221; Por Tomaz André, editor do Zine Oficial (www.zineoficial.com.br) Uma notícia estarrecedora quebrou a graça da sexta-feira, no dia 12 de março de 2010. Para quem ama quadrinhos e humor inteligente, a morte brutal de Glauco Villas Boas deixou no peito um coração que “Doy”. Criador de personagens hilários como Geraldão, Dona [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: x-large;">Um coração que &#8220;Doy&#8221;</span></strong></p>
<p>Por Tomaz André, editor do Zine Oficial (<a href="http://www.zineoficial.com.br" target="_blank">www.zineoficial.com.br</a>)</p>
<p>Uma notícia estarrecedora quebrou a graça da sexta-feira, no dia 12 de março de 2010. Para quem ama quadrinhos e humor inteligente, a morte brutal de Glauco Villas Boas deixou no peito um coração que “Doy”. Criador de personagens hilários como Geraldão, Dona Marta e “Doy” Jorge, o paranaense Glauco começou a publicar suas tirinhas em 1976, em Ribeirão Preto, São Paulo, e se tornou um dos maiores ícones do humor desenhado no Brasil a partir dos anos 80, escrevendo também para programas como TV Pirata, que era transmitido pela Rede Globo. Lembram da TV Colosso, que tirou do ar o Xou da Xuxa? Glauco era um dos redatores daquele programa infantil.<br />
No entanto, o sucesso do humor produzido pelo artista estava ancorado pela criação de personagens que revolucionaram os quadrinhos de autor no País, influenciando gerações de novos “desenhadores”. Em parceria com os <a href="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2010/03/1227019636658_bigPhoto_0.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1681" title="1227019636658_bigPhoto_0" src="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2010/03/1227019636658_bigPhoto_0.jpg" alt="1227019636658_bigPhoto_0" width="300" height="300" /></a>cartunistas Angeli e Laerte, Glauco lançou &#8220;Los Três Amigos&#8221;, tira com histórias sarcásticas, nas quais os próprios autores apareciam como desastrados bandoleiros mexicanos chamados Angel Villa, Laerton e Glauquito. Mais tarde, em 1994, surge um quarto amigo: o cartunista Adão Iturrusgarai (autor da espevitada Aline) incorporou às aventuras de Los Três Amigos a dupla de cowboys gays Rock e Hudson.</p>
<p>O controverso personagem Doy Jorge, um roqueiro malsucedido que se deixou levar pelas drogas pesadas, foi o meio pelo qual Glauco registrou em quadrinhos a noite paulistana, inspirado em pessoas conhecidas e amigos. Ele aproveitava também para fazer uma corajosa advertência ao uso de cocaína, suas nóias e ressacas. Porém, não pensem que se tratavam de historinhas moralistas, carregadas de preconceitos contra roqueiros. O próprio Glauco era guitarrista. Pela prancheta do artista também passaram outros personagens que estão longe, muito longe, de serem preconceituosos ou moralistas. O ícone máximo era Geraldão, solteirão de 30 anos que morava com a mãe, consumia muito álcool, remédios e guloseimas e não conseguia arranjar namorada.</p>
<p>Doy Jorge foi criado nos anos 80 justamente para as revista do Geraldão e só depois, por ser considerado muito pesado, é que passou a sair regularmente na Folha de S.Paulo, onde Glauco também publicava charges que registraram com singular interpretação a vida política do Brasil.</p>
<p><strong>Adiós, Glauquito!</strong></p>
<p>Com a tragédia do dia 12 de março de 2010, sem dúvida alguma, o País perdeu um de seus mais bem humorados críticos. Com traços simples e aparente criancice nos textos, o cartunista contribuiu de maneira construtiva para mudanças de atitude que tanto procuramos na sociedade. Segundo a Wikipedia, Glauco Villas Boas (1957/2010) pertencia à família dos sertanistas  Orlando, Claudio e Leonardo Vilas Boas. Era do conhecimento dos fãs que ele seguia a doutrina do Santo Daime, que agrega ritos indígenas xamanistas ao cristianismo.<br />
No dia seguinte ao assassinato do cartunista, versões desencontradas tentavam noticiar na internet detalhes sobre o que aconteceu. Todos os sites, no entanto, apontavam como principal acusado Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos.<br />
Segundo os primeiros relatos da imprensa paulista, a polícia teria registrado no boletim de ocorrência que o assassino era frequentador da Igreja Céu de Maria, fundamentada na doutrina do Santo Daime. Sundfeld teria exigido que Glauco, fundador da igreja, o acompanhasse até a casa de sua mãe para dizer a ela que o rapaz era &#8220;Jesus Cristo”. Essa versão foi colocada sob suspeita pelo advogado de Glauco: “Era um sequestro-relâmpago, com motivação ainda ignorada por nós&#8221;. A esposa de Glauco, Beatriz Galvão, afirmaria no domingo em entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo, que também desconhecia os motivos que levaram ao assassinato do marido e do enteado Raoni, 25 anos, filho do cartunista. Segundo ela, o executor do duplo atentado apresentava sinais de estar drogado e invadiu sua casa em companhia de um segundo elemento, identificado como o estudante Felipe de Oliveira Iasi, de 23 anos, que serviu como motorista do assassino.<br />
Domingo, dia 14 de março, Iasi apresentou-se na delegacia de Osasco, cidade onde ocorreu o crime, na Grande São Paulo, acompanhado do advogado Cássio Pauletti. Após prestar depoimento no qual afirmou ter agido sob ameaças, ele foi liberado pelo delegado Archimedes Cassão Veras. Durante a noite do mesmo domingo, enquanto tentava fugir, o assassino confesso Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, Cadu, disparou 25 tiros contra uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e contra policiais federais que ficam na Ponte da Amizade. De acordo com o delegado Cleo Mazzotti, da Polícia Federal (PF) em Foz do Iguaçú, a PRF interceptou o carro usado por Cadu, um Fiesta Sedan preto, na BR-277. O carro havia sido roubado na manhã de domingo em São Paulo. Já na Ponte da Amizade, a um passo de conseguir deixar o País, Cadu feriu um  policial federal no braço e só se rendeu depois de ter esgotado a munição.<br />
O desfecho dessa tragédia é bem diferente das historinhas com as quais Glauco divertia a todos. Aos familiares e aos amigos próximos do cartunista, que não cheguei a conhecer pessoalmente, peço licença para o trocadilho usando o nome de um dos seus personagens. Com certeza em sintonia com milhares de outros fãs, o meu coração “Doy” pela morte do grande artista que me inspirou na adolescência. Sempre me alegrarei ao folhear uma das antigas revistas que guardo há mais de 20 anos. Não fosse a forma trágica como morreu, certamente a galeria de personagens criados por Glauco logo aplacaria para todos a dor da perda.</p>
<p><strong>Legado</strong></p>
<p>Fica para sempre a obra de Glauco, que pode ser conferida  no site oficial do cartunista: <a href="http://www2.uol.com.br/glauco/" target="_blank">http://www2.uol.com.br/glauco/</a></p>
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		<title>Nos bastidores do Deicide</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 22:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarildo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos bastidores do Deicide &#8211; Lions Clube Taguatinga- 16.01.2010 Por: Gilmar Santos &#8211; ARD Uma coisa é ser da equipe de roadies de uma banda gringa, outra coisa é organizar o palco para que tudo dê certo e foi para isso que fui chamado. Cheguei cedo, para conhecer a galera da técnica, a RPS que mandou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"><strong> </strong></span></p>
<p><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"><strong> </strong></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Nos bastidores do Deicide &#8211; Lions Clube Taguatinga- 16.01.2010</strong></p>
<p><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"><strong>Por: Gilmar Santos &#8211; ARD</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"><a href="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2010/01/GetAttachment.aspx.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1619" title="Deicide" src="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2010/01/GetAttachment.aspx-300x202.jpg" alt="Deicide" width="300" height="202" /></a>Uma coisa é ser da equipe de roadies de uma banda gringa, outra coisa é organizar o palco para que tudo dê certo e foi para isso que fui chamado. Cheguei cedo, para conhecer a galera da técnica, a RPS que mandou muitíssimo bem. Parabenizo aqui o trabalho da moçada, que fez até uma decoração, que seria usada especialmente no auge do evento, quando o Deicide entrasse em cena. Expectativas à parte, minha taxa de adrenalina estava em alta, pois todos comentavam o quando <em>Glen Benton</em> seria chato, frio, exigente e blá, blá blá..mas no final do evento, depois de ter servido aos senhores do Death Metal, posso garantir que é tudo bobagem inventada pela mídia, ou os caras amadurecem tanto que isso ficou no passado. Já vi muitas bandas locais (e olha que nem sou roadie, estou brincando de coordenar palcos) serem mais chatas e mais posers do que os caras. Extremamente educados, gentis e preocupados em se fazer entender em suas necessidades no palco. O motorista da van que ia levar os caras do hotel para Taguatinga perdeu-se no caminho e sem crédito no celular (acreditem, pois é a pura verdade!), voltou ao hotel (Glen perdeu a paciência), cheguei a pensar que o show dos caras seria cancelado por isso, pois as coisas estavam redondinhas demais para darem certo&#8230;então tivemos que enviar uma escolta, para buscar os caras, resultando em um atraso de 2 horas para o inicio e ao chegarem o motorista conseguiu perder-se no estacionamento do Lions Clube, então deu para perceber o estresse que a banda estava passando desde o aeroporto. A passagem de som foi tranquilíssima, Hudson Hells (<em>Galinha Preta, Moretools</em>) gastou todo o seu inglês e mandou muitíssimo bem, ao atender as necessidades de Jack Owen e Kevin Querion nas guitarras durante o soundcheck. Perguntei à Jack Owen sobre suas impressões em relação à tour, ele gentilmente me disse que tava muito feliz, pois acabavam de fazer um show lotado na argentina, porém concluímos que no Chile o público é mais insano e ele confirmou que a coisa lá foi bem divertida em todos os aspectos. Depois conversando com Kevin Querion, fiquei sabendo que eles vieram direto da Argentina para o Brasil, e depois de horas de vôo e escalas e mais escalas, chegam em Brasília e se perdem na vinda para Taguatinga, ele falou que foi muito foda de engraçada aquela situação, mas que estava feliz porque finalmente iam passar o som e tinha uma boa expectativa para o que iria mais tarde no encerramento do show. Quando Steve achou que estava pronto para iniciar a passagem, o cabeçote Marshall reservado especialmente para o Deicide queima todos os componentes, na verdade o amplificador fritou tanto que cheirou forte. Rapidamente Hells e os caras da técnica trataram de substituir, mas o outro cabeçote sequer ligava. Resultado: fizeram a passagem e o show com um cabeçote Meteoro que respondeu “divinamente” bem no show dos anticristos.. não é estranho isso? Sávio Américo (Bruto) ficou como roadie do batera, homem das pizzas e do papel higiênico, comprado às pressas quando Glen disse que precisava ir ao banheiro e teve que esperar pela volta de Sávio com o bendito rolo branco. Voltando à passagem de som, Glen ficou tão à vontade que nem precisou de ajuda com seu baixo e assim meu trabalho de coordenação estava garantido e “na marca”. A fala mais forte dele foi: &#8211; por favor, podem tentar aumentar o volumes das guitarras no side e minha voz no monitor da frente? Depois disso, só voltou à dirigir a palavra aos técnicos de palco, quando disse: acho que deu certo, por mim ta tudo certo pra gente tocar. A passagem de som gastou menos de meia hora, depois liberaram o palco tranquilamente para que a primeira banda assumisse seu lugar. O set da banda<em>Necropsy Room</em> foi curtíssimo, durando apenas 20 minutos e a banda <em>Hiddeninflesh</em> tocou tranquilamente em meia hora de extremo metal, não antes de comentar sobre a felicidade de tocarem em um palco tão perfeito e de ambientação sonora animalesca. Exigências dos mestres do Extreme Metal: lanchinho básico, água, cerva, redbull e toalhas (nada demais, apenas 10 toalhas, considerando o calor infernal do lugar eu pediria umas 100..hehehe&#8230; e acompanhadas por virgens para me enxugarem o suor..rsrsrs).  Deicide decidiu ficar no camarim e esperar pelas bandas de abertura ao invés de voltar para o hotel tirar onda e descansar (outro mito derrubado). Exceto Glen e o Batera, os guitarristas assistiram do palco as apresentações das duas bandas, com suas cervejinhas à mão e fumando seus cigarros (isso mesmo!! cigarros). Nesse momento, aproveitei a presença do broder Vagner Preto (fotógrafo incansável de nossas gigs mais toscas!!!) e pedi a ele que tirasse uma foto minha com os caras (Jack e Kevin), fazendo a tradicional mão de chifre. Ambos agradeceram pela foto&#8230;ahahaha.. é muito estranho quando a educação fala mais alto. Deicide subiu ao palco exatamente às 23:30 e detonou um set de uma hora e meia, sem tempo para discursos. Furiosos e extremamente certeiros, não deixaram uma brecha para que a platéia enlouquecida pudesse respirar. Aliás, vale comentar que nunca vi uma platéia tão furiosa, tivemos que fazer uma parede de seguranças entre a grade e o palco, que mesmo assim, ainda foi invadido por alguns loucões, que tivemos que literalmente arrastar e tentar acalmar o acesso de paixão pela banda. Uma curiosidade, disseram que o guitarrista Kevin Querion, tirou aquele set completo em uma semana antes do início do tour e sabemos que as musicas são muito difíceis de serem executadas, ainda mais naquela precisão de navalha que os caras dão ao vivo, velocidade extrema. O vocal de Glen é aquilo mesmo, sem uso de efeitos, gutural ao máximo, backing vocal preciso de Jack e a batera de Steve Asheim, merece um livro inteiro para definir as qualidades na execução de cada trecho da obra sangrenta dessa banda extrema. Tomaram muita água e cerveja no palco (só os guitaristas). No final do set, cada um deixou uma lembrança para os fãs, jogando suas palhetas, baquetas, até eu joguei algumas toalhas usadas para os fãs mais ardorosos. Disseram “ thank you folks!!” e sumiram no camarim! A galera ficou enlouquecida gritando Deicide por uns 10 minutos, fui até o camarim e perguntei: acabou o show???. Glen fez um gesto passando a mão no pescoço imitando um corte e disse: yeah man, we’ve played too much! It´s finished. !! voltei e anunciei – “Boa noite, vão pra suas casas, os caras não aguentam mais tocar. Obrigado e boa noite!”.  Depois me informaram que iam precisar de uns 15 minutos e depois atenderiam alguns fãs para fotos e autógrafos. Fim de evento.. Totalmente perfeito, casa cheia, sem brigas, sem demônios baixando, sem nada quebrado, todos felizes nessa noite que promete repetir-se durante 2010. Viva o Metal Extremo, viva o Rock, viva principalmente a união da galera que soube respeitar o espaço e curtir em paz todo o evento. Parabéns ao Kbça pela coragem de investir pesado no evento e também por confiar em me convidar para coordenar o palco deste grande evento.</span></p>
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		<title>Fala que eu discuto</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 00:27:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarildo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Preocupa-me a forma como nós, blogueiros de esquerda, estamos reverberando algumas bobagens que saem na dita grande imprensa. (”Grande” porque é assim que ela é chamada. A Folha (arrgh) vende exíguos 300 mil exemplares em um país de quase 200 milhões de pessoas. É um periódico de bairro. A Igreja Universal, que a Renata Loprette [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1566" class="wp-caption alignleft" style="width: 314px"><a href="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2009/12/discurso.jpg"><img class="size-full wp-image-1566" title="discurso" src="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2009/12/discurso.jpg" alt="Fala que eu discurso" width="304" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Fala que eu discurso</p></div>
<p>Preocupa-me a forma como nós, blogueiros de esquerda, estamos reverberando algumas bobagens que saem na dita grande imprensa. (”Grande” porque é assim que ela é chamada. A Folha (arrgh) vende exíguos 300 mil exemplares em um país de quase 200 milhões de pessoas. É um periódico de bairro. A Igreja Universal, que a Renata Loprette terá que deixar de bater, responde aos ataques da dita Folha com 3.600.000 exemplares – três milhões e seiscentos mil exemplares! A Folha Universal influencia mais que a Folha do universo de São Paulo. É por isso que o Zé Serra vai perder ou vai correr.)</p>
<p>CAETANEAR Caetano Veloso, como sabemos, chamou lula de analfabeto. Isso na mesma semana em que morreu o gigante Claude Levy-Strauss, que Caetano disse que leu, mas se tivesse entendido a obra de Strauss jamais teria cometido esse gesto de ódio e preconceito contra o presidente. Acho que Caetano leu no máximo o Tristes Trópicos. Mas não foi só Levy-Strauss que Caetano não entendeu. Dona Canô deve ter dado umas chineladas no filho encanecido e rebelde e Caê tentou desdizer o que disse, e ficou pior. Em Portugal, o artista falou à imprensa e soltou uma frase escandalosa, disse não imaginar que alguém possa ser eleito na França, Portugal e Argentina sem saber concordar artigos com nomes. Caetano leu somente o Preconceito Linguístico de Marcos Bagno, não entendeu quase nada e se acha no direito de falar de linguística e sociolinguística, é uma pena. Ainda em Portugal, e ainda lambendo as chineladas recebidas por Dona Canô, Caê disse que não foi bem assim, que ele chamou Lula de analfabeto mas não chamou Lula de analfabeto; ele tá confuso, ele é confuso. Todos nós conhecemos bem o alfabeto político de Caê: ele votou em FHC, beijava a mão de ACM, votava com o PSDB e agora é PV. E Caetano gosta mesmo é do Mangabeira Unger, aquele cara que fala engraçado.</p>
<p>ARREDA, ARRUDA Por que Arruda foi tão longe ao ponto de chefiar uma quadrilha de amadores? Porque tinha a certeza da impunidade como aliada. E por que tinha essa certeza? Porque subornavada Deus e o mundo, como se diz. E também porque imaginava que a população o perdoaria, como o fez outrora. Ao cometer o crime da violção do painel do Senado, Arruda renunciou e foi aplaudido em uma partida de futebol no estádio Mané Garrincha, onde deu uma volta olímpica, sob os aplausos das duas torcidas (Gama e Flamengo). A partir desse dia, sentiu que tudo podia. Mais tarde foi premiado com a eleição para governador do DF. Acredito que as imagens não dizem tudo. Quero ouvir o que a ex-esposa tem a dizer. Mariane Vicentini pode ser a Nicéia Pitta de Arruda. Aliás, Arruda é um pouco aprendiz de Pitta. É aquele negócio: se até o inepto Celso pita eu também quero pitar. E o careca não arreda o pé. Já mandou avisar para os vestais do DEM que vai jogar merda no ventilador se eles radicalizarem, eles desradicalizaram imediatamente. Arruda é quase um cadáver político, mas vai morrer atirando.</p>
<p>BOPE DÁ PORRADA NO DIA CONTRA A CORRUPÇÃO E A IMPUNIDADE Em Brasília, sempre acusada de ser fria e de que as pessoas não vão às ruas cobrarem dos políticos, houve uma vitoriosa ocupação da reitoria da universidade (UnB) em 2008, culminando com o afastamento do reitor Timothy Mulholland, defenestrado ao ser pego comprando lixeiras para guardar luxos. Na semana passada os jovens estudantes e trabalhadores ocuparam a CLDF pedindo a cabeça do careca. Arruda soltou os cachorros e os cavalos contra os estudantes, mandou dar tiros e pauladas na população. Em Brasília sempre foi assim, a polícia reprime as manifestações com desproporcional brutalidade. Em 98, quando Cristovam era governador do DF, a polícia entrou na então invasão da Estrutural derrubando barracos, dando tiros, cacetetadas, soltando bombas e açoitando trabalhadores; na ocasião houve mortes e ocultação de cadáveres. Em 99 a Polícia de Roriz matou um trabalhador com tiro de escopeta em plena manifestação. No carnaval de 2008 vi o mesmo BOPE dar porrada, tiros, soltar bombas e borrifar gás de pimenta no rosto de foliões. A formação das cidades-satélites tem também um histórico de remoção de favelas, que “emporcalhavam” o cartão-postal, a cidade-presépio. Os pobres foram arrastados para fora da cidade, há um documentário do nosso Vladimir CarvalhoConterrâneos Velhos de Guerra) que conta bem essa história. Os Esquadrões da Morte também fazem parte da história da polícia candanga. Não é a população do DF que é leniente, é que a polícia candanga é assassina e truculenta e sufoca qualquer movimento de trabalhadores e estudantes.</p>
<p>Claro está, como dizia o mestre Manoel de Barros, o escuro é que acende o vagalume.</p>
<p>Lelê Teles, Brasília</p>
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		<title>Burzum: &#8220;não sou homofóbico, os Black metallers que são&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 02:10:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarildo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Burzum]]></category>
		<category><![CDATA[destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[O problema é que minhas observações não são realmente homofóbicas. O que eu faço é simplesmente apontar os óbvios fatos; alguns black metallers se vestem, andam, falam e parecem como o estereótipo de homossexuais. Tanto os black metallers em questão quanto os esteréotipos de homossexuais obviamente compram suas roupas, sua maquiagem e jóias nas mesmas lojas. Eles vestem as mesmas roupas, a mesma maquiagem e as mesmas jóias. Então eles se vestem e parecem como o estereótipo de homossexuais. Fim de discussão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1530" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2009/11/Burzum.jpg"><img class="size-full wp-image-1530" title="Burzum" src="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2009/11/Burzum.jpg" alt=" &quot;não sou homofóbico, os black metallers que são&quot;" width="600" height="338" /></a><p class="wp-caption-text"> &quot;não sou homofóbico, os black metallers que são&quot;</p></div>
<p>Varg Vikernes escreveu um novo artigo para o Burzum.org, intitulado &#8220;A Burzum Story: Part XI &#8211; Birds Of A Feather Flock Together&#8221; (Tradução livre: Uma estória do Burzum: Parte XI &#8211; Aves de um grupo de penas juntas), no qual responde diversas acusações sobre suas observações feitas no artigo anterior, cuja tradução publicamos no link abaixo.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;"><a href="http://www.osubversivozine.com/news/burzum-o-deus-branco-sera-lancado-no-proximo-ano" target="_blank"> Burzum: &#8220;O Deus Branco&#8221; será lançado no próximo ano</a></p>
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;">Veja a resposta de Varg:</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;">&#8220;Quando eu falo através do <a style="color: #b0b0b0;" href="http://www.burzum.org/">www.burzum.org</a> eu sempre imagino que falo apenas para fãs do Burzum. Se não é um fã do Burzum, por que você visitaria este site? Julgando pela resposta ao &#8216;Uma estória do Burzum: Parte X &#8211; O Deus Branco&#8217;, este não é o caso. Ou talvez seja, pois eu tenho muitos fãs na mídia.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;">Quando estes aparentes fãs do Burzum na mídia escrevem notícias que o Burzum lançará um outro álbum, a reação é meio estranha. A maioria deles são honrados o suficiente para escrever o artigo inteiro, ou pelo menos a maior parte dele, e dizer aos seus leitores de onde eles conseguiram essas notícias. Isso é jornalismo correto e legal, quando lidando com material protegido por direitos autorais. Aplausos a vocês por isso.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;">Aparentemente minha comparação de black metallers com o estereótipo Negro e homosexual não foi levado de forma leve no &#8216;mundo real&#8217;. Devido às minhas observações impensadas eu sou, de acordo com eles ou seus leitores, um desprezível racista e homofóbico, e deveria ser apedrejado até a morte por ser intolerante. Naturalmente.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;">O problema é que minhas observações não são realmente homofóbicas. O que eu faço é simplesmente apontar os óbvios fatos; alguns black metallers se vestem, andam, falam e parecem como o estereótipo de homossexuais. Tanto os black metallers em questão quanto os esteréotipos de homossexuais obviamente compram suas roupas, sua maquiagem e jóias nas mesmas lojas. Eles vestem as mesmas roupas, a mesma maquiagem e as mesmas jóias. Então eles se vestem e parecem como o estereótipo de homossexuais. Fim de discussão.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;">O engraçado é que eu nunca disse se isso era uma coisa ruim ou não. Talvez eu, de fato, pense que se vestir e parecer &#8216;gay&#8217; seja okay, mas talvez não para black metallers, que se enxergam e tentam se mostrar como uma espécie de &#8216;guerreiros das trevas&#8217;? Quem pode dizer? Eu certamente nunca disse nada sobre isso em meu artigo. Então, quando os leitores de minhas palavras reagem tão fortemente é porque ELES são homofóbicos; ELES obviamente pensam que se vestir e parecer como homossexuais é algo ruim. Talvez eles devam olhar no espelho e pensar sobre isso por um minuto antes de me atacar por ser homofóbico?</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;">Quando se fala sobre &#8216;observações racistas&#8217; eu posso apenas pedir desculpas a todos vocês. Eu obviamente vivo num mundo diferente, onde alguém pode discutir a percepção de alguem sobre a realidade sem nenhum medo de perturbação; um mundo de tolerância e respeito, um mundo de debate intelectual e honestidade. Alguns de vocês aparentemente não vivem, então quando eu falo devo ser cuidadoso. Eu devo dizer, no entanto, que se você não gosta do que eu digo para meus fãs no <a style="color: #b0b0b0;" href="http://www.burzum.org/">www.burzum.org</a>, então por favor não leia ou se refira aos meus artigos. É um mundo livre, e você é livre para não ler meus artigos. Eu quero destacar que minha tão chamada &#8216;observação racista&#8217; na verdade não teve a intenção de ser racista ou ofender ninguém a não ser os black metallers em questão, os quais eu sei que tem algumas visões e opiniões fortes. Eu puramente tive a intenção de chamar atenção sobre como artistas do black metal estão cada vez mais agindo e vivendo um estilo de vida como dos indivíduos os quais eles, ao menos em particular, afirmam desprezar.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;">No que se refere ao título do próximo álbum, &#8216;O Deus Branco&#8217;, isso não tem nada a ver com &#8216;raça&#8217; ou &#8216;cor de pele&#8217; ou algo do tipo. Por favor parem com essas besteiras sobre &#8216;O Deus Branco&#8217; ser um álbum racista. Este álbum é sobre Baldr, conhecido como &#8216;O Deus Branco&#8217;, porque ele é uma deidade solar e porque ele é pálido após ter passado algum tempo na terra dos mortos. Eu não uso o nome de Baldr porque quero falar para todas culturas diferentes da Europa, e todos temos nossos próprios nomes para esta deidade. Os britânicos e outros o chamam de Belenus, os Gregos o chamam de Apollon, os Romanos chamam de Apollo, os Eslavos de Byelobog, e assim por diante, e antes deles todos nós o chamávamos de Belus. No entanto, todos o conhecemos como o Deus Branco, e então eu uso este nome para o título do meu álbum.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;">O próximo álbum será uma descrição da parte de nossa cultura que a maioria de nós esqueceu a respeito. Eu sei que isso interessa a muito de vocês, ou ao menos muitos dos fãs do Burzum (visto que muitos dos leitores daqui não são fãs do Burzum). Talvez vocês devam esperar e ver por vocês mesmos, antes de começarem a &#8216;queimar livros&#8217;, como certos antepassados na história.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;">Obrigado pela atenção, e por serem capazes de trazer alguma cor em suas vidas. <img src='http://www.osubversivozine.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;">Respeitosamente,<br />
Varg Vikernes<br />
(19.11.2009)&#8221;</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;"><strong>Fonte desta matéria (em inglês): </strong><a style="color: #b0b0b0;" href="http://www.burzum.org/eng/library/a_burzum_story11.shtml">Burzum.org</a> ou <a href="http://whiplash.net/materias/news_869/098887-burzum.html" target="_blank">whiplash</a></p>
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		<title>Burzum: &#8220;O Deus Branco&#8221; será lançado no próximo ano</title>
		<link>http://www.osubversivozine.com/artigos/burzum-o-deus-branco-sera-lancado-no-proximo-ano</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 01:59:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarildo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Burzum]]></category>
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		<description><![CDATA[(NOTA DO EDITOR: AS PALAVRAS ABAIXO SÃO DE VARG VIKERNES, ASSASSINO CONFESSO E DEFENSOR DA SUPREMACIA BRANCA, E O OsubversivO zine, WHIPLASH, ASSIM COMO O BLABBERMOUTH, ONDE ESTE TEXTO FOI ORIGINALMENTE PUBLICADO, NÃO COMPACTUA DA MESMA OPINIÃO) Varg Vikernes (vulgo Count Grishnackh), a mente responsável pelo BURZUM, e que saiu da prisão este ano, escreveu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(NOTA DO EDITOR: AS PALAVRAS ABAIXO SÃO DE VARG VIKERNES, ASSASSINO CONFESSO E DEFENSOR DA SUPREMACIA BRANCA, E O OsubversivO zine, WHIPLASH, ASSIM COMO O BLABBERMOUTH, ONDE ESTE TEXTO FOI ORIGINALMENTE PUBLICADO, NÃO COMPACTUA DA MESMA OPINIÃO)</p>
<p><a href="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2009/11/burzumwhite.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1527" title="burzumwhite" src="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2009/11/burzumwhite.jpg" alt="burzumwhite" width="400" height="400" /></a>Varg Vikernes (vulgo Count Grishnackh), a mente responsável pelo BURZUM, e que saiu da prisão este ano, escreveu o seguinte comunicado.  &#8220;Como vocês já devem saber, senhoras e senhores, e outros indivíduos também, eu não sou amigo da tal cultura black metal moderna. Ela é uma paródia simplória e sem sentido do período do black metal norueguês dos anos 1991 e 1992, e se dependesse de mim, ela encontraria seu desonroso fim o mais rápido possível. No entanto, ao invés de abandonar minha própria música, apenas porque outros sujaram seu nome ao alegarem terem algo em comum comigo, eu continuarei com ela. Os &#8216;black metallers&#8217; provavelmente continuarão se drogando, &#8216;chapando&#8217;, e de todas outras formas agindo como o esterótipo Negro; eles provavelmente continuarão a usar tatuagens tribais, vestir, andar, falar, olhar e agir como homossexuais, e assim por diante. Alguns dos &#8216;black metallers&#8217;, seus fãs e cúmplices vão provavelmente continuar a fingir &#8211; e de fato acreditar &#8211; que eles têm algo em comum com o BURZUM, mas deixe-me garantir a vocês; eles não tem! Eu toco o que pode ser descrito como uma espécie de música metal, está certo, e eles também o fazem, mas as semelhanças acabam aí. Freud escreveu livros. Tolkien escreveu livros. As semelhanças acabam aí.  &#8220;Por que mais do Burzum? Bem, eu sou o que sou; um músico. Músicos produzem música, quando eles podem, e agora eu posso; eu não estou mais preso pelo criminoso regime anti-norueguês da Noruega. Minha música será boa? Meu palpite é que se você gosta de Burzum você gosta de Burzum. Se você não gosta, você não gosta. Eu tento mudar o tempo todo, mas na maioria das vezes eu falho, e alguns apreciam isso. Outros não.</p>
<p>O novo álbum se chama &#8216;Den Hvite Guden&#8217; (O Deus Branco) e é uma descrição musical e lírica do Deus Branco (Apollon, Baldr, Belenus, Belus, Bragi, Byelobog, Jarilo, etc), e os eventos anuais de sua vida. Eu descrevo as estórias e mitos como eles puderam ser vistos antes de serem mitos, apresentando a vocês pedaços do feitiço e religião da Europa antiga (mais elaboradamente descrita em meu livro não publicado &#8216;Trolldom og Religion i Oldtidens Skandinavia&#8217; [Feitiço e Religião na Antiga Escandinávia]. Não é feito para ser o estilo simplório do metal, mas ao invés disso eu imagino um ouvinte desejando sentar, de preferência sozinho, e pensar por um minuto sobre o Deus Branco e nossos antepassados, e sua magnífica, inteligente, positiva, bela, saudável e forte cultura. Eu tento ajudá-lo a criar uma imagem disso com a ajuda de sua própria mente, oferecendo algumas pistas e instruções. O álbum é político somente no sentido de oferecer uma alternativa à corrupção oferecida a nós pela intrusa cultura popular e comercial indústria do entretenimento &#8211; e pelo tal <a style="color: #ff7070; text-decoration: underline; border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; border-bottom-color: initial;" onclick="hwClick3428482(undefined);return false;" onmouseover="hw3428482(event, this, 'undefined'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe('HOTWordsTitle'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " href="http://whiplash.net/materias/news_869/098708-burzum.html#">moderno</a> black metal.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;">
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;">O primeiro álbum foi intencionalmente anti-comercial e anti-death metal, o &#8216;Det Som Engang Var&#8217; foi experimental, o &#8216;Hvis Lyset Tar Oss&#8217; foi intencionalmente monótono e ritual, o &#8216;Filosofem&#8217; foi intencionalmente diferente dos outros, &#8216;Dauði Baldrs&#8217; foi o que pude fazer dentro de uma cela da prisão, e &#8216;Hliðskjálf&#8217; também, mas todas são músicas que eu gostei. &#8216;Den Hvite Guden&#8217; não será diferente neste aspecto, mas estou mais velho agora, na verdade duas vezes mais velho do que estava quando gravei o primeiro álbum, e consequentemente diferente. O novo álbum pode ser mais diferente dos antigos do que alguns irão apreciar, mas espero que não. Mesmo que alguns de vocês apenas apreciem o velho BURZUM, eu devo poder evoluir, assim como todos. Talvez você vá gostar do novo BURZUM também. Não farei o meu melhor para copiar e reproduzir minha música antiga, apenas para agradar alguém. Eu nunca fiz e nunca o farei. Se soar semelhante é porque é feita pela mesma pessoa. Se soar diferente é porque não é a mesma música e eu evoluí.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;">Posso acrescentar que assim como nos outros álbuns metal (com exceção de &#8216;Hvis Lyset Tar Oss&#8217;), &#8216;Den Hvite Guden&#8217; conta com algumas faixas muito antigas do BURZUM. &#8216;Filosofem&#8217; tinha a faixa &#8216;Burzum&#8217;, de 1991, e &#8216;Den Hvite Guden&#8217; terá a faixa &#8220;Uruk-Hai&#8221;, de 1988-1989, apesar do título e das letras terem mudado para se encaixarem no novo conceito. Ele terá também a versão original da faixa metal &#8216;Dauði Baldrs&#8217;, de 1993. De certa forma este material não será &#8216;novo material,&#8217; mas apenas uma coleção de faixas não lançadas, algumas novas, outras antigas. Se alguns acham que minhas habilidades de composição sumiram, então ao menos haverá algumas pérolas para eles também.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;">Você pode esperar ver &#8216;O Deus Branco&#8217; entre março e abril (ano 2010), quando ele tradicionalmente retorna de seu oculto mundo das sombras.&#8221;</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;"><strong>Fonte desta matéria (em inglês): </strong><a style="color: #b0b0b0;" href="http://www.roadrunnerrecords.com/blabbermouth.net/news.aspx?mode=Article&amp;newsitemID=130624">Blabbermouth</a> ou <a href="http://whiplash.net/materias/news_869/098708-burzum.html" target="_blank">Whiplash</a></p>
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		<title>Brasilia, Punk ainda vivo</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 17:36:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarildo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Materia orginalmente no correio Braziliense http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/11/06/diversaoearte,i=153028/BANDA+PUNK+THE+EXPLOITED+TOCA+HOJE+EM+BRASILIA.shtml Em 1981, a banda The Exploited, que toca hoje em Brasília, declarou que o movimento não estava morto. E não está. Veteranas bandas da cidade mantêm o vigor musical Pedro Brandt Na Inglaterra do final dos anos 1970, muitos davam o punk como morto. Àquela altura, a música e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Materia orginalmente no correio Braziliense</p>
<p><a href="http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/11/06/diversaoearte,i=153028/BANDA+PUNK+THE+EXPLOITED+TOCA+HOJE+EM+BRASILIA.shtml">http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/11/06/diversaoearte,i=153028/BANDA+PUNK+THE+EXPLOITED+TOCA+HOJE+EM+BRASILIA.shtml</a></p>
<p><span style="font-size: 13pt; font-weight: bold; font-style: italic;">Em 1981, a banda The Exploited, que toca hoje em Brasília, declarou que o movimento não estava morto. E não está. Veteranas bandas da cidade mantêm o vigor musical</span></p>
<p>Pedro Brandt</p>
<div id="attachment_1516" class="wp-caption alignleft" style="width: 187px"><a href="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2009/11/20091105233806649806a.jpg"><img class="size-medium wp-image-1516" title="20091105233806649806a" src="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2009/11/20091105233806649806a-177x300.jpg" alt="Fofão (Besthoven), Vander (ARD) e Bosco (Detrito Federal): ideologia e hardcore de raiz" width="177" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Fofão (Besthoven), Vander (ARD) e Bosco (Detrito Federal): ideologia e hardcore de raiz</p></div>
<p>Na Inglaterra do final dos anos 1970, muitos davam o punk como morto. Àquela altura, a música e o visual (roupas rasgadas, cabelos espetados e coloridos, couro e coturnos) relacionados ao estilo musical foram absorvidos pelo establishment, tinham perdido parte do impacto e do caráter contestador, rebelde. Mas no começo da década seguinte, uma nova geração de garotos empunharia guitarras mais nervosas em músicas com uma batida percussiva rapidíssima e crua e com um discurso mais radical, antissistema e anárquico. Nascia — paralelamente nos Estados Unidos e no Reino Unido — o hardcore. E assim como seu primo mais velho, a nova vertente espalhou-se e encontrou adeptos em todo o mundo.</p>
<p>Com três décadas de atuação, a influente banda escocesa The Exploited toca hoje em Brasília pela primeira vez . Assim como eles, muitos veteranos grupos brasilienses desafiam as dificuldades do cenário underground e mantêm vivos o som e a ideologia do hardcore de raiz. O quarteto ARD, por exemplo, completou, em 2009, 25 anos de formação. O Detrito Federal já contabiliza 26 verões. E a banda de um homem só Besthöven chegou à maioridade em 2008. Muito mais do que um tipo de som, o punk/hardcore mostrou aos integrantes desses grupos uma maneira diferente de enxergar o mundo. Hoje, o pensamento xiita dos tempos de adolescência deu lugar a um comportamento mais sereno, o que não significa resignado, conformista.</p>
<p>Lições aprendidas</p>
<p>Baixista do Detrito Federal, João Bosco Ferreira Mattos, 48 anos, o Bosco, não sabe explicar por que continua punk desde a adolescência. “Aprendi com o punk coisas que não se ensinam em casa. Antes de entrar no movimento, eu era alienado, um porra louca. Com o punk, aprendi a respeitar a liberdade individual, ter consciência política, não me deixar levar pela moda, não me prender ao capitalismo”, lista. Ser punk, ele conta, não é só aprendizado e música. “Arrumar emprego com cabelo moicano era complicado. Atualmente não uso mais esse penteado — que hoje em dia qualquer um usa, o sistema comercializou”, reclama.</p>
<p>“O pessoal confunde anarquia com caos”, comenta o baixista do ARD, Vander Batista, 40 anos. “Me considero muito mais punk do que muita gente que se diz assim. Mas quando vejo o que escreveram os filósofos anarquistas, percebo que não sou tanto quanto eles”, pondera. Para Vander, arquivista da Câmara dos Deputados prestes a concluir doutorado em tecnologia e informação (“jamais imaginei isso quando comecei no punk!”), a grande lição aprendida é não ser usado pelo sistema, mas usá-lo a seu favor: “Eu quero o melhor para a minha família, mas não vou me vender: tirar o que é meu e nada mais — essa é a herança do pensamento sóciolibertário que aprendi com o punk”.</p>
<p>Punk global</p>
<p>Com uma discografia de 34 lançamentos, entre compactos, LPs e CDs lançados por selos da Finlândia, Japão, Suécia, Noruega, Dinamarca, Peru, México, Eslováquia, Espanha, entre outros países, o Besthöven é uma referência internacional do crust. “É uma linhagem mais pessimista do hardcore. Falamos de guerra, holocausto, fim do mundo. O som é muito sujo, repetitivo, as músicas são parecidas”, explica Robson da Silva Felipe, o Fofão, 34. Punk desde menino, ele começou a se corresponder com pessoas de outros lugares nos anos 1990 e assim foi estendendo sua teia de contatos. Atualmente, registra (toca todos os instrumentos) de dois a três discos por ano, cuja gravação, prensagem e distribuição são feitas internacionalmente por selos especializados.</p>
<p>“O que aprendi com o punk foi a trabalhar dentro do idealismo, mas só fazendo as coisas que tenho afinidade. Me desvinculei desse lado mais político, de que a anarquia vai mudar o mundo. Tem punks que falam de liberdade, mas parecem mais a polícia. Os grupos acabam se afundando, virando inimigos”, conta Fofão, fazendo referência à patrulha ideológica que circunda o movimento. “A minha relação é com o lado musical, com os fanzines, correspondências com o mundo todo”, continua.</p>
<p>Som, atitude, consciência, diversão. Para esses brasilienses, o punk é mais do que isso: é um estilo de vida.</p>
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		<title>O cristo romano coligou, sim</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 20:08:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarildo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Coligação]]></category>
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		<description><![CDATA[Os caras que escreveram a história de Cristo, e que não o conheceram, e estavam em Roma sob o jugo romano, forçaram uma aliança de Jesus com os fariseus; e aquele cara-de-pau da CNBB sabe disso, mas preferiu fazer o papel do Cego de Jericó. Pilatos foi providencialmente absolvido pelos escribas, que atribuíram aos judeus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2009/10/coligou.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1493" title="coligou" src="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2009/10/coligou-300x154.jpg" alt="coligou" width="300" height="154" /></a>Os caras que escreveram a história de Cristo, e que não o conheceram, e estavam em Roma sob o jugo romano, forçaram uma aliança de Jesus com os fariseus; e aquele cara-de-pau da CNBB sabe disso, mas preferiu fazer o papel do Cego de Jericó. Pilatos foi providencialmente absolvido pelos escribas, que atribuíram aos judeus um julgamento tipicamente romano, uma fraude. E o que dizer da imagem improvável de Jesus curando o soldado de um centurião romano em Cafarnaum, cidade que nem tinha soldado romano (outra fraude grossa), e ainda colocaram na boca do Mestre Galileu estas bisonhas palavras &#8220;nunca vi um homem de tanta fé&#8221;; vai ver que era porque o centurião era politeísta, haha.</p>
<p>E o que dizer do Príncipe dos Humildes comendo como um glutão junto a coletores de impostos; inclusive um de seus discípulos, Mateus, era coletor de impostos. E Pedro e os seus camaradas tinham uma firma de pesca, tinha empregados, barco, não eram pescadores andrajosos que andavam com uma vara na mão, eram capitalistas interesseiros. Pedro, por exemplo, negou Cristo três vezes, dormiu ao invés de velá-lo, e afundou quando teve que provar a sua fé ao caminhar nas águas. Levou de presente uma escritura para abrir igrejas com filiais no mundo inteiro. É bom sempre lembrar o velho Padre Antônio Vieira, que também duvidava da fé de Pedro.</p>
<p>Jesus foi sepultado no sepulcro de um amigo rico, Lázaro. Zaqueu, aquele que subiu num sicômoro para ver o mestre e nos deixou com dúvidas se Zaqueu era baixinho ou se baixinho era Jesus, também era um destes caras ricos financiadores de campanhas. Tanto é que Judas, o zelota nacionalista, o talibã, é que se sentiu traído por Jesus.</p>
<p>E não se esqueça, Jesus foi o primeiro rapa da história, chegou com seus amigos barbudos ao Templo (Templo é dinheiro), quebrou a banca dos camelôs e distribuiu pernadas, cabeçadas e rabos-de-arraia.</p>
<p>Lelê Teles, Brasília esse texto no amálgama: http://www.amalgama.blog.br/10/2009/a-folha-recolheu-as-pedras-que-tinha-nas-maos/</p>
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		<title>O Ser tão vai vir amar</title>
		<link>http://www.osubversivozine.com/artigos/o-ser-tao-vai-vir-amar</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 20:05:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarildo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Ser tão vai vir amar Ah, as metáforas… Sabe como é, faz-se delas o que quer. Os malandros preferem lê-las no sentido literal. A dos brancos dos olhos azuis, por exemplo. A direita está sem discurso, Serra não tem projeto. PSDB e DEM já começam a se estranhar, não que o DEM tenha um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2009/10/lulua-chico.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1490" title="lulua chico" src="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2009/10/lulua-chico-225x300.jpg" alt="lulua chico" width="225" height="300" /></a>O Ser tão vai vir amar</p>
<p>Ah, as metáforas… Sabe como é, faz-se delas o que quer. Os malandros preferem lê-las no sentido literal. A dos brancos dos olhos azuis, por exemplo.</p>
<p>A direita está sem discurso, Serra não tem projeto. PSDB e DEM já começam a se estranhar, não que o DEM tenha um candidato próprio, mas não acredita na viabilidade de Serra, e pede Aécio. Aécio, exausto, daqui a pouco pede a toalha.</p>
<p>Mas vamos às metáforas. No meio da semana, a Folha chama Lula às falas, conversa daqui, cutuca dali, solta um Serra. Lula diz que ninguém se interessa pelo que diz esse senhor. Mas a Folha mostra que ela se interessa e tasca uma outra colocação de Serra, como se fosse um pergunta enviada em um papelzinho e que o repórter tinha que enfiá-la na entrevista.</p>
<p>Kennedy Alencar suou e já ia desistir, mas eis que veio uma metáfora: Jesus e Judas. Ah!, agora sim, pegamos ele. Dia seguinte, nada se soube sobre o teor da entrevista, só se falava em Jesus e Judas. Arthur Virgílio (o que surraria Lula e foi surrado nas eleições) disse que Lula mimetizava o próprio Cristo e que isso era uma blasfêmia.</p>
<p>O ateu FHC também levou a metáfora no sentido literal e sentenciou: “Não foi isso que a gente aprendeu na escola, nas aulas de religião.” Hahaha. Roberto Freire, outro ateu, disse que Lula da Silva chegou ao “cúmulo de justificar suas alianças escusas colocando Jesus e Judas em conluio”. Alianças escusas, diz o ex-comunista, Judas e Jesus, diz o ex-comunista. Freire também deve ter aprendido sobre Judas e Jesus na mesma escola de FHC, a escola dos caras-de-pau.</p>
<p>A CNBB foi chamada e deveria dizer “Ora deixem disso, Lula não falava no Cristo histórico e nem no Cristo bíblico, usou uma metáfora somente”. Uma vez que metáfora, como todos nós sabemos, é um recurso de estilo onde se usa uma expressão dando a ela um outro sentido, um sentido figurado. Mas FHC e Freire leram a Bíblia na escola, e a CNBB não foi à escola nas aulas de português sobre metáforas e metonímias. Parece que todos estavam entorpecidos por um certo tipo de Ácido Crístico.</p>
<p>O que deixou todos meio loucos não foi Cristo e nem foi o pérfido Iscariotes, foi a figura de Antônio Conselheiro que Lula parecia luzir dentro daquele curso de concreto, com um céu azul por cima e uma imensidão em sua volta (o Ser Tão vai vir amar). Os homens de pouca fé sentiram-se apequenados. Serra se viu imerso na lama fétida do rio que lhe emporcalha a cidade. Aécio lembrou-se dos dejetos que joga no Velho Chico. Marina se viu com uma enorme cabeça de bagre, adornada com uma grinalda de pererecas. E Cristovam, vislumbrando o curso sinuoso do novo rio, percebeu que Deus escreve certo por linhas tortas.</p>
<p>Mais uma vez chamaram Marina Silva pra falar mal do Lula, até quando essa senhora vai fazer esse papel ridículo? A mídia a cozinha em Banho-Marina, sempre que podem sacam-na da algibeira, ou é ela ou é o Gilmar Mendes.</p>
<p>Para a grande mídia Lula é o Fariseu, Ciro o Judas, Marina Silva uma Madalena verde, e Serra&#8230; bom Serra é aquele que Marina Silva não ataca, porque está obsecada por Lula da Silva. Como se Serra fosse um cara verde, que faz xixi no banho, que tem um gramado no teto de casa, leva sacola de algodão cru ao supermercado e guarda em um pote de vidro o óleo das frituras.</p>
<p>Marina Silva ignora que Minas Gerais despeja, há anos, toneladas de dejetos no Velho Chico, porque está absecada por Lula da Silva, porque mimetiza a Heloísa Helena e o Cristovam Buarque de outrora; joguete. Serra poderia falar do rio fétido que corre reto em Sampa, aprisionado. Serra poderia falar da poluição e dos dejetos que jorram para a cidade durante as chuvas. Mas sabe como é, Serra agora é verde; verde-musgo.</p>
<p>No final das contas nada ficamos sabendo sobre Judas e ninguém analisou as outras respostas de Lula. A entrevista está disponível.</p>
<p>Mas, para quem não sabe, Judas Iscariotes foi o primeiro malandro beneficiado pelo recurso da delação premiada, entregou o chefe, foi absolvido e ainda levou um saco de moedas.</p>
<p>Lelê Teles, Brasília</p>
<p>esse texto no observatório da imprensa: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=561FDS006</p>
<p>esse texto no amálgama: http://www.amalgama.blog.br/10/2009/pegaram-judas-pra-cristo/#comments</p>
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		<title>Liberar ou não o download:</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 22:04:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarildo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Liberar ou não o download: dilema do MP3 ilegal volta a tirar o sono dos artistas Polêmicas de Lily Allen e repressão à troca de arquivos racham opiniões. &#8216;Tem uma coisa meio inconsequente na nova geração&#8217;, diz Zero Quatro. Amauri Stamboroski, Diego Assis e Lígia NogueiraDo G1, em São Paulo Era uma vez o Napster. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Liberar ou não o download: dilema do MP3 ilegal volta a tirar o sono dos artistas Polêmicas de Lily Allen e repressão à troca de arquivos racham opiniões. &#8216;Tem uma coisa meio inconsequente na nova geração&#8217;, diz Zero Quatro.</p>
<p style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 0.915em; font-family: inherit; color: #666666; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><strong style="padding-top: 0.25em; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 11px; font-family: inherit; display: block; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Amauri Stamboroski, Diego Assis e Lígia Nogueira</strong><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 11px; font-family: inherit; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 11px; font-family: inherit; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Do G1, em São Paulo</span></span></p>
<div><span style="color: #666666; font-size: small;"><span></p>
<p style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 1.165em; font-family: inherit; color: #333333; line-height: 1.33em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Era uma vez o Napster. Lançado em junho de 1999 por dois estudantes de computação como uma ferramenta para facilitar a busca de arquivos em formato MP3, o serviço on-line de compartilhamento de dados se tornou a principal sensação da internet naquele ano. Agitou os fãs de música, gravou de vez a palavra “download” (baixar) no vocabulário mundial e, ao mesmo tempo, acendeu o sinal de alerta de gravadoras e artistas que, de repente, viram seus fonogramas sendo trocados de um canto a outro do planeta, à velocidade de um clique e, pior, sem que os internautas pagassem nada por isso.</p>
<p style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 1.165em; font-family: inherit; color: #333333; line-height: 1.33em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
Uma década depois, o Napster não existe mais – foi fechado em 2001 graças a um processo movido pela RIAA (a associação de gravadoras dos EUA) e apoiado por nomes como Madonna, Dr. Dre e Metallica –, mas o fantasma do download livre, ilegal e gratuito continua a tirar o sono de uns e a encher os iPods e computadores de outros. Sem falar nos bolsos de quem “queima” (outro verbete reinventado pela geração MP3, que significa gravar os arquivos digitais em CD ou DVD) e vende os discos piratas na rua.</p>
<p style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 1.165em; font-family: inherit; color: #333333; line-height: 1.33em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
“Posso até parecer pedante, mas antes isso do que a demagogia rasteira que está assolando o falso debate sobre isso. Ao contrário do que estão chamando de movimento para baixar, eu preferia apostar numa alternativa como o movimento para pagar e baixar música ou música para pagar e baixar.”</p>
<p style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 1.165em; font-family: inherit; color: #333333; line-height: 1.33em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
O depoimento ao <strong style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 14px; font-family: inherit; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">G1</strong> é de Fred Zero Quatro, vocalista da banda pernambucana Mundo Livre S/A. Depois de disponibilizar faixas para download gratuito em seu site, incentivar a produção de videoclipes “genéricos” de músicas da banda feitos pelos fãs e liberar a reprodução do manifesto do mangue beat “Caranguejos com cérebro” sob uma licença alternativa de direitos autorais Creative Commons, o Zero Quatro versão 09 resolveu dar um passo atrás no discurso pró-internet.</p>
<p style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 1.165em; font-family: inherit; color: #333333; line-height: 1.33em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 1.165em; font-family: inherit; color: #333333; line-height: 1.33em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><a style="text-decoration: none; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 14px; font-family: inherit; color: #a80000; font-weight: bold; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" href="http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL1317603-7085,00-E+QUASE+PROIBIDO+QUESTIONAR+A+INTERNET+DIZ+FRED+ZERO+QUATRO.html">Leia também: &#8217;É quase proibido questionar a internet&#8217;, diz Fred Zero Quatro</a></p>
<p style="margin-top: 1em; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 1.165em; font-family: inherit; display: block; color: #333333; line-height: 1.33em; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><strong style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 1.165em; font-family: inherit; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Artistas fazem dinheiro</strong></p>
<p style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 1.165em; font-family: inherit; color: #333333; line-height: 1.33em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 1.165em; font-family: inherit; color: #333333; line-height: 1.33em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Mas, se a fala inesperada de Zero Quatro e dos “afrociberdélicos” da Nação pode ter pego alguns fãs de supresa, a opinião parece estar ganhando força nas vozes de outros artistas que se beneficiaram da internet num passado nem tão distante. A cantora inglesa Lily Allen, frequentemente citada como um exemplo de sucesso graças à divulgação de suas músicas no site de relacionamentos MySpace, também resolveu sair recentemente em cruzada contra a pirataria de sua obra na rede.</p>
<p style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 1.165em; font-family: inherit; color: #333333; line-height: 1.33em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 1.165em; font-family: inherit; color: #333333; line-height: 1.33em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Em resposta a um artigo que criticava uma proposta de lei que prevê a criminalização do download ilegal no Reino Unido publicado no jornal britânico “The Times” e assinado por diversos músicos, entre eles Ed O’Brien, do Radiohead, Allen partiu ao ataque daqueles que chamou de “artistas realmente ricos e bem-sucedidos”, que “fazem turnês esgotadas em estádios e têm as maiores coleções de Ferraris do mundo” – em 2007, o Radiohead liberou a íntegra de seu novo disco, “In rainbows”, em seu site para que os fãs pagassem o quanto quisessem (inclusive zero) pelo álbum, gerando críticas de que eles só o fizeram por terem uma base de fãs imensa e não precisarem do dinheiro.</p>
<p style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 1.165em; font-family: inherit; color: #333333; line-height: 1.33em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
Na última sexta-feira (18), em show em São Paulo que comemorava os 15 anos do disco “Do caos a lama”, de Chico Science &amp; Nação Zumbi, o vocalista do Mundo Livre subiu ao palco como convidado e reforçou as críticas do cantor Jorge DuPeixe de que a internet e o download desenfreado de músicas estariam atingindo financeiramente os artistas: &#8220;Tem o virtual, mas precisa do real, e o real está aqui&#8221;.</p>
<div style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; font-family: inherit; clear: both; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<div style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; font-family: inherit; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><a style="text-decoration: none; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; font-family: inherit; zoom: 1; color: #a80000 !important; display: block; position: relative; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" title="Fred Zero Quatro, autor de 'Computadores fazem                 arte', agora em cruzada contra o 'deus                 tecnologia'  (Foto: Flavio Moraes/G1)" href="http://g1.globo.com/Noticias/Musica/foto/0,,22703284-EX,00.jpg"><img style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.25em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; font-family: inherit; zoom: 1; display: block; position: relative; float: right; clear: both; padding: 0px; border: 0px initial initial;" src="http://g1.globo.com/Portal/cda/Multimateria/img/ico-ampliar-foto.gif" alt="Ampliar Foto" width="109" height="14" /><img style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; font-family: inherit; zoom: 1; display: block; position: relative; clear: both; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" src="http://g1.globo.com/Noticias/Musica/foto/0,,22686503-FMMP,00.jpg" alt="Foto: Flavio Moraes/G1" width="270" height="169" /></a></div>
<h4 style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; font-family: inherit; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: #eeeeee; font-weight: normal; text-align: left; background-position: initial initial; padding: 0.67em; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Fred Zero Quatro, autor de &#8216;Computadores fazem arte&#8217;, agora em cruzada contra o &#8216;deus tecnologia&#8217; (Foto: Flavio Moraes/G1)</h4>
</div>
<p></span></span></div>
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		<title>Por que será que Deus não cura amputados?</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 21:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarildo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bispo Silas Malafaia]]></category>
		<category><![CDATA[Bom Dia Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[evangélico]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje pela manhã assistia a um programa evangélico na TV, eu gosto da oratória de alguns desses caras. O bispo Silas Malafaia, por exemplo, é uma maravilha. Tem um pastor morenão, que enxuga o suor e distribui a toalha suada para os fiéis - parece que o suor do cabra é milagroso, veja você - que eu também gosto muito, esse também tem senso de humor. Entre um culto e outro aparece umas imagens de pessoas recebendo a graça: cadeirantes se levantavam e corriam lépidos, cegos voltavam a enxergar e já olhavam para a bunda da fiel que passava, muletados jogavam as bengalas para o alto..]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2009/09/tartaruga-tonka.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1424" title="tartaruga-tonka" src="http://www.osubversivozine.com/wp-content/uploads/2009/09/tartaruga-tonka-300x187.jpg" alt="tartaruga-tonka" width="300" height="187" /></a>Hoje pela manhã assistia a um programa evangélico na TV, eu gosto da oratória de alguns desses caras. O bispo Silas Malafaia, por exemplo, é uma maravilha. Tem um pastor morenão, que enxuga o suor e distribui a toalha suada para os fiéis &#8211; parece que o suor do cabra é milagroso, veja você &#8211; que eu também gosto muito, esse também tem senso de humor. Entre um culto e outro aparece umas imagens de pessoas recebendo a graça: cadeirantes se levantavam e corriam lépidos, cegos voltavam a enxergar e já olhavam para a bunda da fiel que passava, muletados jogavam as bengalas para o alto&#8230; Eu fiquei tomado por aquelas imagens, embora já as tivesse visto várias vezes. Eu me perguntava, poxa, o cara ficou 20 anos em uma cadeira de rodas e ao se levantar já caminhava sem dificuldades, como se as articulações estivessem intactas e tal&#8230; e no meio do pensamento me veio uma outra curiosidade, por que será que Deus não cura amputados? Cristo, eu me lembrava, curou cegos, entrevados, coxos.. mas não há um único registro em que Djízus restitui um membro a um amputado; não precisava ser uma perna inteira, ou um braço, podia ser apenas uma mão, um dedo mindinho que fosse. Enquanto eu divagava nestes pensamentos, minha esposa trocou de canal, ao perceber que eu olhava a TV mas não via. Aí ela mesacode e fala, amor, vão falar dos revoltosos de São Paulo.</p>
<p>Entra a matéria: &#8220;Em nove meses, nove manifestações violentas aconteceram em favelas de São Paulo. Em todos os casos, carros e ônibus foram incendiados. Ruas e avenidas ficaram interditadas. A polícia vê ligação entre estes protestos&#8221;. Era o Bom Dia Brasil. Claro que a polícia de Serra não ia ser colocada em xeque, ela ia dar a sua versão para os protestos. A matéria nos leva a crer que a ligação entre uma e outra inssurreição civil é a revolta contra o massacre que os favelados vem sofrendo. O enólogo Machado segue um lógico raciocínio: &#8220;Além dos atos de vandalismo, as áreas têm em comum as ações que deram origem aos protestos. Na semana passada, no Jaçanã, foi a morte de um rapaz que, segundo a polícia, resistiu à abordagem e atirou contra os policiais, o que provocou a fúria dos manifestantes. Em Heliópolis, foi a morte de uma estudante, durante uma perseguição da Guarda Civil de São Caetano do Sul a ladrões de carros&#8230;&#8221; Mas aí, filisteu, Renato Machado arremata: &#8220;Foram dois dias de protesto. O mais violento foi convocado por bilhetes que prometiam até uma cesta básica a quem participasse&#8221;. Ah, os traficantes, sempre os traficantes. O diabo é que um bilhete vulgar, escrito a mão, ninguém sabe por quem, nem quando, nem por que, é assunto em meio a uma onda de protestos e violência. Um capitão da PM é convocado a defender a corporação e diz: &#8220;Estão sendo feitas investigações para verificar a origem desse papel”. Ora, com os diabos, a origem desse papel, como de qualquer outro, é uma árvore. E o que tá escrito nele não tem a menor importância: alguém viu a distribuição das cestas básicas? Ouve fila para recebê-las? Foram distribuídas antes dos protestos ou seriam distribuídas depois? Algum mercadinho da região vendeu centenas de cestas básicas nestes dias? Nada de nada, aquele papel ordinário era somente para encobrir o papelão da polícia de Serra. Aliás da polícia do PSDB; no sul, como se sabe, sem terras também foram alvejados covardemente pela polícia tucana. Mas a Globo tinha que arrumar um argumento para desqualificar os insurgentes. Tira-se o juízo crítico daquela gente, aponta-os como vagabundos esfomeados, chama-os de vândalos, e fica por isso mesmo.</p>
<p>Mas há um erro semântico aqui, e isso é muito bom. Chamam os revoltosos de vândalos querendo dizer que são pessoas que cometem violência gratuitamente, ou porque recebem um prato de comida por isso, ou porque são ameaçados por traficantes e coagidos a arriscarem a vida se expondo de peito aberto e pedras na mão contra uma polícia sabidamente assassina. Os Vândalos, como sabemos, eram os povos bárbaros que provocaram a queda do Império Romano.</p>
<p>Diabos, por que será que Deus não cura amputados?</p>
<p><strong>Lelê Teles, Brasília</strong></p>
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