Entrevista Dynahead
Bom, o nosso ilustre colaborador Fellipe cdc conduziu a entrevista abaixo e esqueceu de fazer uma indrução sobres os caras. Apesar de ouvir falar muito do Dynahead pessoalmente não conheço o trabalho da banda, por isso nem vou tentar…. então se divirtam ai.
- Devido ao processo de lapidação e meticuloso cuidado, pode-se dizer que Antigen, o tão aguardado full lenght, teve um parto demorado?
Salve CDC! Antes de mais nada, muito obrigado pelo interesse e pelo espaço. O Antigen demorou um bocado para ficar pronto, pois além de todo o cuidado na produção, também tivemos atrasos por causa da agenda do pessoal da banda. A gravação ficou quase 6 meses parada, pois eu estava num momento decisivo nos meus estudos, e depois ainda tivemos mais atrasos na masterização. Mas finalmente saiu, e dá uma satisfação ainda maior ver o filhote pronto depois de tanto trabalho!
- Na sua opinião, enquanto músico da Dynahead e produtor do CD, houve alguma progressão musical em relação à demo Unknown, de 2004?
Eu tenho a impressão de que a banda progrediu dez anos nesse meio tempo, hehehe. Pegamos um ritmo de trabalho bem legal, e nossas cabeças estão cada vez mais abertas. Em “Unknown”, estávamos tentando descobrir nossa cara – e ainda estamos, afinal é um processo contínuo – mas em “Antigen” pudemos fazer um trabalho muito mais estruturado, com muito mais calma e focalizados no que queríamos que fosse o resultado final.
- Por que resolveram enviar o CD para ser masterizado pelo James Murphy, uma vez que você sempre fez ótimos trabalhos em estúdio?
Pô, muito obrigado pelo elogio! Na verdade eu decidi mandar para masterizar fora porque achei importante, no nosso caso, ter uma opinião externa. Como é minha banda, sou eu cantando, eu produzi e mixei, tinha medo de ficar tudo muito na minha mão e eu acabar sem perspectiva. O James curtiu nosso trabalho e topou fazer, e como ele é experiente e tem um gosto musical bem próximo do nosso, não tivemos dúvidas.
- Considerando o ano de formação, 2004, a Dynahead ganhou espaço muito rápido, conquistando um bom número de fãs e colecionando uma série de comentários positivos. Como a banda encara todo esse processo?
Na verdade em alguns casos chegou a ser um choque, como quando fomos votados pelo público para tocar no Porão do Rock quando mal tínhamos um ano de banda. Como nosso trabalho é experimental, sempre dá um frio na barriga com relação à receptividade… Então quando os comentários positivos começam a chegar a gente meio que se belisca pra ver se é verdade. Acho que no fim das contas tem a ver um pouco com a nossa honestidade, a galera vê que estamos lutando para fazer algo diferente e genuinamente nosso, e isso cativa algumas pessoas.
- Como foi participar do tributo à banda Anthrax? Por que escolheram uma música da fase do Bush e não a clássica com o Belladona?
Esse tributo foi meio esquisito, pois os responsáveis por ele enrolaram por anos, e quando finalmente lançaram, fizeram uma divulgação mínima. Ainda assim, várias bandas daqui de Brasília participaram (Abhorrent, Macakongs 2099), e foi do caralho criar uma versão de uma banda tão genial. Somos fãs do Anthrax com o Belladonna, mas escolhemos uma música da fase do Bush por que ela é uma música do caralho.
- Em 2007, vocês participaram da coletânea belga “Poetry of the Dead II”, sendo a única banda da América do Sul a estar presente nesse trabalho. Qual foi a música escolhida e qual a importância desse artefato na carreira da Dynahead?
Nós participamos com a “Unbeliever”, uma música que está no EP que lançamos em 2005. Foi muito bacana, pois nos convidaram a participar por que gostaram do nosso trabalho, e deram um jeito de incluir o Dynahead apesar de que a coletânea era principalmente de Death Metal mais tradicional. Ainda nos colocaram numa posição de destaque, e recebemos muitos elogios! Foi um reconhecimento muito legal.
- Em seu estúdio você acaba produzindo várias bandas (Mortaes, Device, Miasthenia, etc.) de diferentes estilos. De qual forma esses trabalhos ou essas bandas podem influenciar na carreira da Dynahead?
Acho que elas influenciam muito, sobretudo na minha formação enquanto músico e pessoa. Eu tenho o privilégio de produzir com muita gente talentosa e empenhada, e se aprende muito observando como essas bandas trabalham. Sem falar que também posso me exercitar criando arranjos e sonoridades dentro de diversos gêneros, e isso tem um impacto muito bom na minha versatilidade como compositor e músico.
- Fora o Headbanger’s Attack Festival (evento que vai para a sua 7ª edição e que acontecerá no dia 16 de maio de 2009), a banda já tem outros shows de lançamento do Antigen agendados? Quais, onde e quando?
Dia 22 de maio lançaremos nosso disco no SESC da Ceilândia, e em outra data a ser confirmada no SESC do SCS, só estamos dependendo da confirmação, pois lá está em reforma. Quando tivermos todos os dados vamos correr atrás de fazer uma divulgação bacana dos shows!
- Como chegaram ao selo Free Mind Media para a distribuição do novo material?
A Free Mind é um selo relativamente novo, mas eles estão com um trabalho sério e crescendo bastante. A primeira prensagem nacional foi totalmente independente, e por isso estamos procurando as mais diversas formas de distribuir o disco, para disponibilizá-lo por todo o país. É muito bom contar com a mão do Rodrigo, que realmente gostou do nosso trabalho e acredita na força da banda.
- Como está a atual formação e quais as maiores virtudes musicais de cada um. Há quanto tempo essa line-up continua a mesma?
Além de mim no vocal, nas guitarras Pablo Vilela e Diogo Mafra, Diego Teixeira no baixo e Rafael Dantas na bateria. Estamos com esse mesmo line-up desde meados de 2006 quando o Pablo entrou, e é um puta prazer tocar com uma galera tão competente e mente aberta. Cada integrante tem uma personalidade musical bem diferente, temos fãs de Morbid Angel até James Brown, e acho que essa é a melhor coisa que pode acontecer criativamente para uma banda.
- Muito obrigado pela atenção. Despeça-se de nossos leitores e deixe o contato para quem quiser adquirir os materiais da Dynahead.
Eu que agradeço pela força! Para quem ainda não conhece nosso som é só entrar no nosso MySpace – www.myspace.com/dynahead – lá tem um banner onde você pode clicar e acessar nossa loja virtual, e comprar o CD de qualquer lugar do Brasil e do mundo. Para quem mora em Brasília, o disco está à venda na Berlin Discos (Conic), na Porão 666 (Taguatinga) e na GTR (111 sul). Um grande abraço, e vamos apoiar nossa cena que tem tudo pra ser a maior do mundo!




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