Entrevista RHEVANGE
Clique aqui e ouça a música “Breaking the Nigth Silence”
RHEVENGE – Prontos para liberar o poder!
Com quase uma década de estrada, a banda Rhevenge lança seu debut álbum e prepara para firmar seu nome no cenário do Heavy-Metal tradicional. Conversamos com o baterista Júnior Brasil, que nos contou sobre o novo direcionamento no som banda, além da mudança na formação, processo de gravação do primeiro CD e sobre o perigo da grande exposição de uma banda.
Por: Fábio Guedes
1 – Olá, para começar apresente o Rhevange para aqueles que ainda não o conhece.
Rhevange – Olá Fábio e pessoal do subversivo. Antes de tudo, queríamos te agradecer pela oportunidade de conceder essa entrevista para o zine, valeu brother! Pois bem, o Rhevange é uma banda de heavy metal que surgiu em 2000, com intuito de fazer heavy metal tradicional oitentista. Da formação original restaram o baixista Wannder Carlo e o baterista Junior Brasil. Mais tarde completaram o time, os guitarristas Limark Matos e Nathan Brasil.
2 – Depois quase cinco anos de silêncio, o Rhevange retorna à cena lançando seu debut CD. Como está sendo a aceitação do disco UNLEASH THE POWER?
Rhevange – Aproveitando a oportunidade, é importante frisar que apesar deste tempo afastados da cena, nunca deixamos de trabalhar na banda. O que ocorreu foi que após a saída do Wellington (antigo vocalista), precisávamos de tempo para organizar a banda, ou seja, encontrar outro cara que tivesse o espírito da banda. Isso não seria uma tarefa fácil, já estamos tanto tempo tocando juntos. Por isso tivemos que fazer essa transição com muita calma, esse foi o motivo da demora. Quanto ao disco, a aceitação do disco está muito boa. Recebemos criticas muito positivas em zines e sites especializados. Temos muitos acessos no site e myspace da banda. A divulgação está melhorando a cada dia, e o interesse da galera em ouvir o nosso som vem aumentando gradativamente.
3 – Quem acompanha o Rhevange há algum tempo, pôde notar certa mudança no direcionamento do som da banda. A saída do Wellington tem alguma ligação direta com essa mudança?
Rhevange – É verdade que a saída do Wellington tem alguma influência sim, tivemos que moldar as músicas já existentes para a voz do Wannder. Com essa mudança, as músicas novas ficaram um pouco mais agressivas do que as composições anteriores. Nesse disco também utilizamos alguns recursos que contribuíram bastante para essa notável mudança, fazendo com que o som ficasse um pouco mais pesado, como o uso de guitarra de sete cordas em algumas músicas.
4 – Voltando a falar sobre o disco, ele tem uma boa produção, feita pelo guitarrista Nathan Brasil. Vocês consideram que o resultado final foi o esperado?
Rhevange – Sim, neste disco foi dedicado um tempo razoável para se obter essa sonoridade, fizemos tudo com calma, desde a pré-produção até a masterização. Para podermos chegar a esse resultado final, algo que agradou bastante a banda, fizemos tudo naquele esquema, faça você mesmo. O Nathan está muito bom nesse esquema de produção. Além de um excelente arranjador, toda a experiência que ele adquiriu com as produções de outras bandas, contribuiu bastante para o sucesso do nosso trabalho.
5 – E quanto às participações especiais, qual influência teve no resultado final do disco?
Rhevange – Teve uma influência legal no seguinte aspecto, tivemos participações especiais de três grandes músicos da cena. Teve o Carlos Zema (Vougan, ex-Outworld e ex-Heavens Guardian), o qual é um grande vocalista e sempre admiramos o trabalho dele, além de ser um cara muito gente fina e muito profissional. Foi um prazer contarmos com a participação dele na música “The Tyger”. Teve a participação do baixista Michel Brasil (Inner Immensity e Mental Asylum), um grande amigo da banda, irmão do Nathan e do Júnior. Para nós, ele é considerado o 5° membro da banda. Sempre acompanhou nosso trabalho de perto nos dando toda força necessária. Participou na Intro da música “Darkness or Light”. Inclusive o título do debut “Unleash The Power”, foi idéia dele! E por último a participação do Deniel Moraes (Joy Band, ex-Zero 10), excelente baterista, trabalhou com a gente na gravação da batera e na mixagem e masterização do disco. É um grande brother da gente, participou na faixa “Walking With the Wolves”. Isso tudo foi um aspecto muito positivo que obtivemos em nosso trabalho, pois tanto tivemos pessoas que admiramos como pessoa e como músico no nosso Debut.
6 – Vocês acabaram de fazer um vídeo-clip para a música Walking with the wolves, como foi o processo de produção do mesmo?
Bom, lançamos o disco e tivemos a idéia de gravar o clip para auxiliar na divulgação do disco. Tivemos a idéia inicial do clip, depois qual seria a música, o local, e por último entramos em contato com Marx Menezes do Programa Synergia, o qual vem fazendo um trabalho muito legal no que diz respeito a vídeos de bandas daqui da cidade. Passamos toda nossa idéia em relação ao tema, e o resto ficou por conta dele.
7 – É interessante essa facilidade de se veincular vídeos pelo YOU TUBE. como o rhevange tem aproveitado essa nova tecnologia, e como está a divulgação do clip de Walking with the wolves em outros meios alternativos?
Estamos aproveitando esse e outros veículos de divulgação na web da melhor forma possível, mandando o link pra galera para baixar ou só para visualizar. Isso está servindo, para o clip, para as músicas e tudo de novo que a banda faz. Hoje em dia a facilidade está muito grande, você quer mostrar o som da banda para um cara que está do outro lado do mundo, você manda o link do myspace, Youtube, ou do site da banda, e o cara acessa! Essas são ferramentas muito comuns, porém, de grande importância, que vieram para nos dar o suporte suficiente para divulgar a banda.
8 – Com a saída do vocalista Wellington, o baixista Wander passou a ser o frontman do Rhevange. Vocês chegaram a procurar outra pessoa que ocupasse o posto?
Rhevange – Sim, chegamos a entrar em contato com alguns caras. De fato a idéia inicial era arrumar um vocalista de ofício para o posto, mas com o passar do tempo tivemos receio de trazer alguém novo ao grupo. Não queríamos que alguém se juntasse a nós e um ano ou depois, estivesse de saída. Já tivemos esse mesmo problema no passado. E isso não é legal. Após alguns meses quando colocamos ordem na casa e voltamos a ensaiar, o Wannder começou a fazer o vocal para nos guiar. Então, chegamos a uma conclusão que seria melhor para a banda, ele seria o novo vocal! Ele já fazia alguns backing vocals na época do Wellington e como já conhecia as letras, a adaptação foi bem tranqüila. Foi legal porque ele cresceu junto com a banda, fez parte da história dela, então, a decisão foi justa!
9 – Apesar de já está na estrada há quase uma década, não é muito comum ver o Rhevange se apresentar pelo DF. Há alguma razão para essa falta de shows?
Rhevange – Tem alguns pontos que devem ser citados em relação a isso, tocamos bastante na época da demo e do EP. Tocar aqui em Brasília é muito legal por que somos daqui, mas em nossa opinião é um pouco complicado, pois se tocarmos demais por aqui, a banda pode deixar de ser algo atrativo se tornar algo enfadonho. Temos que ter alguns cuidados em relação a isso. Outro fator é que a cidade está meio escassa de shows. Eles acontecem, mas não como antigamente que rolava show quase todo final de semana e a galera comparecia em peso. Hoje ainda existem bons shows e festivais de porte, que já é um marco no calendário do metal aqui em BSB, só que infelizmente o público não é o mesmo. Mas esperamos esse ano tocar mais vezes por aqui, e esperamos também que a galera compareça mais nos eventos daqui de nossa cidade para prestigiar as bandas e os organizadores que se empenham tanto para a essa cena.
10 – Agora com o disco em mãos, como estão os contatos para shows pelo Brasil?
Rhevange – Estamos em contato com vários organizadores de shows de vários lugares do Brasil, e vamos fazer o possível de divulgar esse disco nos mais diversos lugares, sempre na medida do possível é claro. A princípio já existem alguns shows marcados para Anápolis e Goiânia, lugares estes que sempre nos acolheram muito bem, e que também possuem uma cena muito marcante e respeitada.
11 – E pelo exterior, algo previsto?
Rhevange – Para tocar não, estamos começando a divulgação do “Unleash the Power” por lá, em mídias especializadas e pessoas do ramo. Levando em consideração que o EP “The Way to Follow” teve uma boa aceitação lá fora em diversos países, o pessoal lá gostou bastante do nosso trabalho, esperamos que com esse debut seja da mesma forma.
12 – O Rhevange faz parte de uma época em que as bandas de Heavy-Tradicional/Melódico estavam em evidência no Brasil. Como a banda vê esse cenário musical nos dias de hoje?
Rhevange – Como dissemos anteriormente a cena mudou bastante, várias bandas de nome acabaram, outras surgiram, apareceram espaços muito bons para a realização dos mais variados estilos. O estilo ficou em evidencia por algum tempo, depois ficou menos evidente e por aí vai. Mas é assim mesmo, o underground e os músicos vivem em constantes transformações. Com certeza o que escutávamos há 05 anos, não é a mesma coisa que escutamos hoje, passamos por evoluções. Isso acontece e sempre acontecerá, mas no final das contas, a essência do heavy metal é mesma, independente da forma que é transmitida pelo som.
13- Gostaria de agradecer a vocês por colaborarem com o Subversivo. Desejamos que em 2009 o Rhevange possa “liberar o poder”, e mostrar toda a força do metal por esse mundo afora. Encerrem deixando um recado para galera que curte o som do Rhevange, e para a que ainda vai curtir…
Rhevange – Para finalizarmos queremos mais uma vez agradecer ao brother Fábio (Frajola) e o pessoal do Subversivo Zine pelo incentivo ao underground, pelo espaço e pela oportunidade concedida ao Rhevange. Quem tiver a oportunidade e curiosidade de conhecer a banda acessem: www.rhevange.com.br ou www.myspace.com/rhevange. Lá vocês encontrarão todas as informações pertinentes a banda, é só acessar! Apóiem o undergound compareçam nos shows de nossa cidade e adquira o material das bandas. Isso é um puta incentivo para nós do Rhevange e para outras excelentes bandas que estão na estrada batalhando pelo seu espaço. Valeu! Abração.
Por Fábio Guedes
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Fotos: Nilson Júnior
Link do vídeo no YOU TUBE: http://www.youtube.com/watch?v=wVZur3VkmC8
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